EXPEDIÇÃO MADAGASCAR | CULTURA & ALTA BIODIVERSIDADE

Madagascar é um lugar perdido no tempo. Suas tradições, sua geologia, sua fauna e sua flora, tudo remonta  uma outra época. Em solo malgaxe quem dá as cartas é a natureza, cabe ao homem apenas seguir esse ritmo. A quarta maior ilha do mundo é um destino repleto de particularidades. A todo momento somos surpreendidos por uma beleza ímpar, uma extravagância completa e uma simplicidade cativante.

Nossa jornada começa pelas florestas do leste da ilha. Já na primeira parada, teremos a oportunidade de fotografar de perto as belezas e cores de diversas espécies de camaleões. Na sequência vamos em busca do maior de todos os lêmures: o Indri indri. Com sua vocalização peculiar, a espécie nos recebe em meio à mata fechada e proporciona um grande encontro com a vida selvagem endêmica de Madagascar. Nessa região teremos a chance de fotografar outras espécies de lêmures, como o sifaka diademado e o varecia preto e branco. A flora da região também será um dos nossos alvos, pois nos deparamos com diferentes espécies de orquídeas pelas trilhas que vamos percorrer.

Ao concluirmos esta etapa da expedição seguiremos rumo à costa oeste da ilha. Cruzaremos o país e poderemos registrar a cultura e a beleza do povo malgaxe. Fotografando campos de arroz, olarias e cenas do interior do país, sentiremos de perto a simpatia e o orgulho dessa gente.

Ao chegarmos à costa encontramos Morondava, cidade que será nossa base para conhecer um pouco da cultura pesqueira de Madagascar. Com suas embarcações tradicionais, essa região nos brinda com cenas de beleza ímpar no amanhecer e pôr do sol. Dali também sairemos para fotografar um dos pontos altos da nossa jornada: a Alameda dos Baobás! As árvores impressionam pelo tamanho, por sua forma e também por sua distribuição, parecendo que foram plantadas como num jardim de Burle Marx.

A próxima parada é a Reserva de Kirindy, casa de baobás milenares e também de uma fauna impressionante. Ali há a chance de fotografarmos o maior predador de Madagascar: a fossa. Veremos também o lêmure Sifaka de Verreaux, que chama atenção por sua coloração branca em meio a floresta decídua. As aves também são um ponto alto dessa região, onde poderemos fotografar a coua-de-crista e o drongo, ave símbolo do país. A prática de fotografia noturna nessa região também nos dará a chance de ver os baobás com estrelas ao fundo, numa das cenas que todo fotógrafo sonha poder registrar.

Em nossa volta à capital Antananarivo, percorreremos novamente o interior do país, e buscaremos novas oportunidades para fotografar e conhecer mais sobre as tradições e a cultura do povo malgaxe.

Além de uma riquíssima expedição visual, Madagascar é também uma jornada de autoconhecimento. Lugar onde podemos sentir o tempo com as mãos, vendo de perto a força de sua natureza e a simplicidade e beleza de seu povo.

“Eu tinha uma expectativa muito alta em relação a viagem de Madagascar, tanto por ser um destino que eu sonhava conhecer há muito tempo, como pelas recomendações super positivas que tinha de amigos que já viajaram com a OneLapse. Ainda assim, o roteiro, a organização e a assistência recebidas superaram a minha expectativa. Não vejo a hora de embarcar em outra aventura com vocês!”  –  Andrea Goldschmidt, São Paulo/SP

 

Para mais informações e inscrições:

https://www.onelapse.com.br/expedicao/amazonia-peruana/#valores_e_condicoes


EXPEDIÇÃO AMAZÔNIA PERUANA | A FLORESTA EM CORES

A Amazônia Peruana é uma das grandes joias da biodiversidade sul-americana. Partindo de Lima e cruzando os Andes, um tapete verde logo se apresenta aos nossos olhos. É a floresta dando boas vindas ao viajante que busca revelar seus segredos. Com tal exuberância fica claro porque esse lugar é um refúgio para tanta vida e beleza.

A cidade base para o início de nossa expedição é Puerto Maldonado, última fronteira urbana antes do cinturão verde que se extende pelo mosaico de unidades de conservação da região de Madre de Dios, que juntas somam mais de um milhão e quinhentos mil hectares de floresta amazônica protegida.

Nosso destino é a Reserva Nacional de Tambopata, lugar onde paisagens inebriantes se descortinam em meio à floresta, e a fauna colorida e pulsante arrebata o coração do visitante. A expedição fotográfica nos dará oportunidades exclusivas para registrar de forma profunda as riquezas dessa Amazônia.

Já no início de nossa jornada, vemos a Amazônia de cima. Dos mirantes ou das torres da reserva, teremos a ideia da nossa inserção em meio à paisagem da floresta. Fotografando nas lagoas marginais que se formam ao lado do rio, estaremos cara a cara com dezenas de espécies de aves raras como as ciganas e também outros animais como ariranhas e jacarés.

Deslizar pelo leito do rio Tambopata é também uma oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura peruana, seu modo de vida e suas crenças, que estabelecem uma forte conexão com a natureza. Seguiremos rio acima e quanto mais nos distanciamos de Puerto Maldonado, mais impressionantes se mostram as paisagens e também os encontros com a vida selvagem. As tartarugas da Amazônia, também conhecidas como tracajás, enfeitam os galhos secos nas margens do Tambopata e cada vez mais espécies de fauna são avistadas, reflexo da preservação ligada ao ecoturismo na região.

O ponto alto da jornada vai se aproximando quando cruzamos o encontro do rio Malinowsky com o Tambopata. Em pouco tempo teremos a chance de presenciar um espetáculo da natureza: as colpas ou barreiros em português, são barrancos que concentram minerais que atraem diversos tipos de periquitos, papagaios e claro, as magníficas araras. Nesse local se reúnem as três principais espécies desses grandes psitacídeos: arara-canindé, arara-vermelha-grande e a belíssima araracanga, com seu vermelho escarlate e detalhes azuis e amarelos nas asas. Uma explosão de cores que proporciona imagens incríveis e uma experiência inesquecível com a vida selvagem.

Adentramos ainda mais à reserva e nossa última parada, o Tambopata Research Center, traz uma floresta virgem cortada por trilhas que nos dão a oportunidade de ver de perto diversas espécies de primatas e aves. Ao final da jornada, caminhamos no fim da tarde pela mata até um mirante às margens do rio Tambopata, de onde podemos nos render à toda imponência dessa reserva silhuetada ao fundo pelos Andes, de onde brotam as águas que serpenteiam a planície da floresta tropical.

Essa expedição é uma jornada única por um trecho da Amazônia que ainda se mostra intocado. Terras sagradas onde a natureza, em harmonia, se apresenta para nossas lentes numa sinfonia de cores e sons em toda sua exuberância


WORKSHOP IMAGENS SEM FRONTEIRAS | HISTÓRIAS DE POPULAÇÕES VULNERÁVEIS

A partir da sua experiência em projetos desenvolvidos desde 2013 em unidades carcerárias, Leo Drumond e Natália Martino vão conduzir dois dias de discussões sobre questões legais, éticas e práticas que envolvem trabalhos de comunicação com populações em situação de vulnerabilidade social ou econômica. Tudo isso dentro de uma unidade carcerária considerada modelo, que será, ao mesmo tempo, sala de aula e locação de fotos para os participantes. Confira como foi uma edição anterior e faça sua inscrição para 2019!

WORKSHOP

A fotografia tem o poder de criar empatia entre pessoas que talvez nunca se conheçam pessoalmente. Ela é capaz de quebrar tabus e desafiar preconceitos. Situações de pobreza extrema, de violência cotidiana e de caos instalado podem gerar imagens contraditoriamente belas. E, a partir delas, é possível chamar a atenção para pessoas anônimas e para problemas que tantas vezes preferimos ignorar. Para conseguir realizar trabalhos desse tipo, porém, é preciso desenvolver estratégias especiais de abordagem dos grupos a serem fotografados. Em situações de vulnerabilidade social, essas pessoas costumam ser mais refratárias a essas iniciativas e constantemente questões de segurança do realizador e de respeito a um ambiente tão diferente precisam ser consideradas.

A oficina vai abordar a relação dos profissionais de imagem e comunicação com esses grupos em estado de vulnerabilidade, sejam eles parte da população carcerária, moradores de rua ou doentes mentais. Como se relacionar, como se preparar para contar estas histórias? Como trabalhar nossos próprios preconceitos e garantir alguma empatia com as pessoas a serem retratadas? Em um mundo onde todos têm uma história forte para contar, respeitar as diferenças é o início de uma transformação dessa realidade. É preciso cruzar as fronteiras dos próprios preconceitos para fazer parte dessa transformação.

Os realizadores, Leo Drumond (fotógrafo da NITRO) e Natália Martino (jornalista), vão falar de suas experiências com grupos vulneráveis, principalmente no desenvolvimento de ações para o Projeto Voz – que tem trabalhado para criar espaços de fala para grupos em geral destituídos do poder de expressar publicamente suas visões de mundo, especialmente a população carcerária. Alguns homens privados de liberdade que participaram de trabalhos desenvolvidos por meio do Voz estarão presentes para dar seus depoimentos sobre o assunto. Na troca de experiências, os alunos serão convidados a se expressar em relação ao tema central e a falar sobre como a imagem permeia suas vidas na relação com o outro – e como ela pode alterar essa relação.

Faremos as primeiras discussões já dentro de uma unidade prisional, a APAC (Associação de Proteção e Amparo ao Condenado) de São João Del Rei. Os participantes também poderão fotografar, filmar e narrar as histórias contadas pelos internos, além de registrar o funcionamento da unidade. Será uma oportunidade única para conhecer um modelo improvável de presídio: aqui, os próprios presos cuidam de tudo, da chave da porta à alimentação, não há policiais e armas são proibidas. Mais que um workshop de fotografia, nosso objetivo é proporcionar uma experiência aos participantes onde a imagem vai atuar como um reconciliador de realidades distintas, mas não opostas.

INSTRUTOR

Leo Drumond é fotógrafo, um dos sócios da NITRO e autor dos livros Beira de Estrada e Os Chicos, ganhador do premio Jabuti de melhor livro de fotografia.

Natália Martino é jornalista com atuação em revistas como a semanal Istoé e a especializada Horizonte Geográfico.

São cofundadores do Projeto Voz, série de iniciativas de comunicação voltadas principalmente para a população carcerária brasileira. Uma das ações é a revista A Estrela, que consiste em um curso voltado para detentos que permite que eles produzam todo o material (textos e fotos) da publicação. A unidade da APAC de São João Del Rei já recebeu o trabalho e alguns dos participantes darão seus depoimentos. Mães do Cárcere é um livro que aborda a realidade de uma unidade prisional voltada exclusivamente para gestantes e lactantes. O curta metragem Casamento de Cinderela conta a história de um artesão e a relação com sua mulher.

PROGRAMAÇÃO

Data:
29 e 30 de Março

Horário:
Sexta-feira – 8h às 17h | sábado – 8h as 14h

Local:
São João del Rey (APAC) – transporte oferecido pelo Festival

Carga horária:
14 horas

Pré Requisitos:
Ser maior de 18 anos | Possuir equipamento fotográfico e/ou de vídeo

Número de Vagas:
16

Investimento:
R$ 550,00 – valor promocional para inscrições até dia 3 de março: R$ 495,00 Pagamento em até 3 parcelas

Inscreva-se aqui: http://bit.ly/2DFmPUW
Informações: fototiradentes@gmail.com

PPROGRAMA:

ATENÇÃO: Todas as atividades da oficina irão ocorrer na unidade prisional APAC (Associação de Proteção e Amparo ao Condenado de São João Del Rei), distante 15km de Tiradentes. Transporte de Tiradentes a São João e alimentação (café da manhã, almoço e lanche da tarde) estão incluídos no valor.

29 de Março (Sexta-feira)

07:15 SAÍDA DE TIRADENTES – PONTO DE ENCONTRO AO LADO DA RODOVIÁRIA

08:00 às 08:30

Café da manhã com os recuperandos

08:30 às 12:00

Apresentação do Projeto Voz – iniciativas de comunicação em unidades prisionais: A Estrela, Mães do Cárcere e Casamento de Cinderela

Como trabalhar com grupos vulneráveis: preparação, pesquisa, contatos, produção.

Princípios éticos na relação com a pessoas em situação de vulnerabilidade: abordagem, relação com a câmera e cuidados com a imagem do outro.

12:00 às 13:00

Almoço com os recuperandos

13:00 às 16:00

Visita guiada pela unidade

16:00 às 17:30

O lado de lá: depoimentos de recuperandos da APAC sobre suas vidas e seu envolvimento com projetos de comunicação

30 de Março (sábado)

07:15 SAÍDA DE TIRADENTES – PONTO DE ENCONTRO AO LADO DA RODOVIÁRIA

08:00 às 08:30

Café da manhã com os recuperandos

08:30 às 12:00

Visita guiada pela unidade para realização de fotos e entrevistas

12:00 às 13:00

Almoço com os recuperandos

13:00 às 14:30

Encerramento e retorno